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Um costume bastante presente na vida dos agricultores familiares do interior de Alfredo Chaves virou tema de pesquisa científica de estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Tempo Integral (EMEIEFTI) Crubixá, localizada na comunidade de São João de Crubixá.
O projeto “Entre o Céu e a Terra: como a Lua Influencia as Plantações?” foi aprovado para a terceira fase da IX Mostra de Astronomia do Espírito Santo, que será realizada em Domingos Martins.
Desenvolvido por alunos do 9º ano, o trabalho investiga a relação entre as fases da Lua e as práticas agrícolas, como o plantio, a poda e a colheita. A proposta tem uma ligação direta com a realidade dos estudantes, que são filhos de agricultores e convivem com os costumes e conhecimentos do campo no dia a dia.
No interior, é bastante comum que agricultores familiares observem as fases da Lua na hora de decidir quando plantar, podar ou colher. São conhecimentos tradicionais, muitas vezes transmitidos de pais para filhos e preservados ao longo das gerações. Foi a partir dessa realidade que os estudantes decidiram investigar o tema, buscando compreender melhor a relação entre esses saberes e o conhecimento científico.
A pesquisa é realizada por meio de consultas bibliográficas, entrevistas com agricultores, observações e experimentação. A iniciativa também aproxima a escola das famílias e valoriza os conhecimentos presentes na própria comunidade, mostrando que a ciência pode partir de situações vivenciadas pelos alunos.
A aprovação para a terceira fase veio após a avaliação do projeto na etapa anterior, realizada no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Cachoeiro de Itapemirim. A banca avaliadora foi composta por professores doutores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Participam do projeto os estudantes Kauã Natal Santos, Lara Francisco Berro, Mateus Mozini Favato, Pedro Guilherme Locatelli Gonçalves, Rallyson Paganini Natal e Tayla Maria Guio Belique, sob a orientação da professora Vanessa Celeste Stefanon Salvador, com o apoio da pedagoga Isabela Furlan e da diretora Lillian Bernado Sezini Henriques.
A classificação representa o reconhecimento do empenho dos estudantes e reforça a importância de incentivar a pesquisa científica nas escolas.