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Vila Velha

Artigo: Festa da Penha agora é patrimônio cultural do Espírito Santo

Além do significado religioso,é uma das mais importantes festas para o movimento turístico capixaba,com quase 500 anos de história e a terceira maior festividade mariana do Brasil

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Por Destaque Capixaba
Artigo: Festa da Penha agora é patrimônio cultural do Espírito Santo
Adessandro Reis
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O maior evento religioso do Estado, a Festa da Penha, que em 2023 acontece em sua 453ª edição no período de 9 a 17 de abril, acaba de conquistar um importante reconhecimento através da Lei Nº 11.721, sancionada pelo governador Renato Casagrande, em 21 de dezembro de 2022, que declara o evento patrimônio cultural do Estado do Espirito Santo. 

Além do significado religioso, é uma das mais importantes festas para o movimento turístico capixaba, com quase 500 anos de história, e a terceira maior festividade mariana do Brasil. No próximo ano, os organizadores acreditam na participação de mais de 1,5 milhão de fiéis. 

Segundo alguns historiadores, o Convento foi fundado em 1651, praticamente 80 anos depois da morte do franciscano Pedro Palácios, que chegou em Vila Velha em 1558 e construiu no alto da Penha um oratório (ermida), onde colocou a estampa de Nossa Senhora das Alegrias e escultura em madeira de Nossa Senhora da Penha, vinda de Portugal. A festa começou muito simples em 1571, com pequenos grupos de fiéis organizando e realizando as missas em homenagem à Nossa Senhora. 

A primeira romaria organizada foi a dos Homens, em 1958. Nessa época, os romeiros seguiam desde a Catedral Metropolitana de Vitória até o Campinho do Convento, um percurso exclusivamente masculino. Com o aumento da quantidade de devotos da Santa, outras romarias surgiram, como a dos Militares, dos Ciclistas, dos Conguistas, dos Cavaleiros, dos Motociclistas, dos Portadores de Necessidades Especiais, entre outras. A última foi a das Mulheres, de 1995. O final do percurso das romarias é sempre no Parque da Prainha, pois o Campinho no alto da Penha não comporta mais a quantidade de fiéis. 

No final do século XVI, a então governadora da Capitania do Espírito Santo, Luísa Grinalda (ou Grimaldi), fez a doação do Outeiro da Ermida das Palmeiras (Monte da Penha) para os religiosos, através de Título Colonial de Doação. Importante lembrar que não foi o frei Pedro Palácios que construiu o Convento. Ele não tinha atribuição para decidir por essa fundação, e estava sozinho, além de já chegar nas terras capixabas um ancião para a época, cerca de 58 anos de idade. 

A obra do Convento contou com trabalho de devotos, de indígenas e de escravos africanos, inclusive existindo uma senzala que chegou a ter 60 serviçais que atuavam também na sua manutenção. Foi a partir de 1639 que o então Guardião do Convento Frei Paulo de Santo Antônio transformou a ermida em altar-mor e começou a construir a igreja que, com o passar dos anos, foi se ampliando com a construção. Em 1750, o local tomou a forma arquitetônica de uma Cidadela Medieval, única construção desse tipo no Brasil. 
 

FONTE/CRÉDITOS: Manoel Goes - Secretaria de Cultura e Turismo
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