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Colatina

Projeto de combate ao bullying nas escolas de Colatina

O projeto foi criado por Cláudio dSantana, de São Paulo, que sofreu na escola assim como o filho, e quer que nenhuma criança seja vítima.

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Por Destaque Capixaba
Projeto de combate ao bullying nas escolas de Colatina
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Um projeto voltado para os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º anos, de 28 escolas da rede municipal, desenvolve por meio de diferentes atividades a inteligência emocional, conscientiza alunos para o combate ao bullying e à violência. É o “Amigo Sim! Bullying Não!”. Nas aulas de práticas de leitura e escrita do Projeto Além das Letras”, da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Acontece semanalmente em duas aulas consecutivas, com uma sequência de atividades de vivências de dinâmicas, com palestras, roda de conversa, produções de textos e cartazes, debates, leitura, análises de imagens, diálogo e reflexão, produção de lista de comportamentos adequados e inadequados com os colegas na escola, e também produção de cartas com mensagens carinhosas e incentivadoras para os colegas e experiências que vivenciam em casa ou em outros ambientes fora da escola.

A coordenadora do projeto, Jaciara Tesche Franca, explica que por ser um comportamento agressivo sistemático disseminado na sociedade, inclusive na escola, o bullying deve ser combatido ensinando aos alunos como lidarem e agirem como defensores da justiça e do respeito, serem cidadãos conscientes tratando todos com dignidade, impactando positivamente na prevenção de conflitos e na construção de relações interpessoais e ambiente saudáveis. Os professores frisam que é crime, e que toda a sociedade tem que mudar, para mudar as relações e fortalecer os laços de amizade, e que a violência é combatida com diálogo e respeito.

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“É um projeto que salva vidas, com atividades lúdicas para refletir, colocar-se no lugar do outro, conscientizando com leveza, brincadeiras e diversão, mas combatendo, evitando que ele carregue traumas para o resto da vida, que interfiram e influenciem no seu caráter e ações, que possam deixar marcas profundas em toda a sociedade. A coordenadora conta que entre as atividades está o estudo da revista em quadrinhos ‘Turma da Mônica’, com Cebolinha e Mônica praticando bullying um com o outro”, disse.

A lei federal 13.185/2015 define o bullying como todo ato de violência física ou psicológico e repetitivo; é praticado sem motivação evidente por indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas em situações como ataques físicos, insultos pessoais, comentários sistemáticos e apelidos pejorativos, ameaças por quaisquer meios, grafites depreciativos, expressões preconceituosas, isolamento social consciente e premeditado e pilhérias. Também a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Ministério da Educação (MEC) prevê o combate.

O projeto foi criado por Cláudio dSantana, de São Paulo, que sofreu na escola assim como o filho, e quer que nenhuma criança seja vítima. É oferecido gratuitamente às prefeituras de todo o país, com a contrapartida de que ele seja divulgado e que a troca de cartinhas entre os alunos não deixe de ser feita. “Estamos plantando a semente neles. Eles são participativos, refletem o quanto faz mal para todos, e até querem ampliar a proposta para momentos de diálogos com familiares e a sociedade. São debates pertinentes. Percebemos o respeito entre eles, mostrando que é dentro da escola que eles criam laços de amizade que podem durar uma vida inteira. O resultado deste trabalho está sendo relevante e satisfatório. E nós continuaremos nesse processo de conscientização sobre a diversidade e respeito ao próximo”, conclui a coordenadora.

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Comunicação – PMC / Texto: PMC Foto: Arquivo PMC
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