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Garimpo ilegal toma Amazônia e desafia mineração responsável

Após quase dobrar território ocupado em apenas dez anos, garimpo ilegal se transforma em um adversário de empresas e tem provocado impacto nas diferentes regiões onde estão instalados

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Garimpo ilegal toma Amazônia e desafia mineração responsável
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A área ocupada por garimpos ilegais na Amazônia passou de 99 mil hectares para 196 mil hectares entre 2010 e 2021. Isso significa que o espaço garimpado quase dobrou em apenas 10 anos. Ao menos é o que revelou um estudo recente do MapBiomas. Essa situação se transformou em um desafio crescente para a preservação ambiental e para a atuação de empresas que buscam operar de forma responsável na região.

Tal fenômeno não é uma novidade. Desde os tempos de Serra Pelada, no Pará, a promessa de riqueza rápida impulsiona fluxos migratórios em direção a regiões remotas, hoje espalhadas por todo o bioma amazônico. O que antes era concentrado em um único ponto, agora se pulverizou em centenas de frentes de exploração com pouco ou nenhum controle estatal. Um exemplo é a região de Juruena, em Nova Bandeirantes (MT), onde há décadas se pratica a extração informal de ouro em meio a um dos ecossistemas mais biodiversos do planeta.

Para empresas que atuam de forma regularizada, esse cenário representa um desafio estrutural. “A atividade garimpeira cresceu em escala e complexidade nos últimos anos, muitas vezes utilizando equipamentos mecanizados e operando sem os requisitos legais ou ambientais exigidos. É um contexto difícil, mas que precisa ser enfrentado com propostas reais de inclusão produtiva, desenvolvimento social e respeito à legislação”, explica Tim Chen, CEO da Keystone Mineração, mineradora integralmente brasileira que trabalha com a mineração de ouro no Mato Grosso.

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Ainda de acordo com Tim, muitas famílias buscam no garimpo uma fonte imediata de renda, mas acabam inseridas em um ciclo de vulnerabilidade, marcado por condições precárias de trabalho, saúde e moradia. “O que temos é uma dependência estrutural da atividade, que limita o desenvolvimento de alternativas duradouras. Nosso papel, como empresa legal é justamente contribuir para transformar essa realidade, promovendo uma mineração moderna, sustentável e que gere oportunidades reais. O Brasil precisa disto”, acredita Chen.

Entretanto, o CEO da Keystone Mineração defende que é possível conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental e valorização das comunidades. “Acreditamos em um modelo de mineração que cumpre rigorosamente os critérios legais e ambientais, adota tecnologia de ultima geração com baixo impacto ambiental e estabelece diálogo constante com as comunidades do entorno. Isso inclui geração de empregos qualificados, capacitação, infraestrutura e investimentos sociais locais”, finaliza Tim.

 

FONTE/CRÉDITOS: DINO
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